segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Enquanto o ônibus não vem...

LOCAL: Ponto de ônibus.
PERSONAGENS: uma “irmã” e um “irmão”.
NOMES: irmã e irmão (era assim que eles se chamavam o tempo todo).

Estava eu esperando Setúbal / Conde da Boa Vista para ir ao teatro, quando me deparo com esses dois.

IRMÃ: Pois é irmão, o caixão era a coisa mais linda do mundo. Gastei irmão, gastei e não me arrependo não. Ele bebia sabe irmão, bebia mas, na hora da morte ele pediu perdão e tenho certeza irmão que Deus o perdoou. O Sr precisava ver a cara dele irmão, parecia que tava dormindo, quer dizer, parecia não, tava mesmo porque o Sr sabe né irmão que crente não morre, crente dorme.

Neste momento meus olhos saltaram, parecia que meus ouvidos não eram suficientes e quis confirmar olhando para a cara da dita cuja sem acreditar no que acabara de ouvir.
Fiquei perplexa, confesso que aquilo me causou um incômodo que pra recuperar, se é que me recuperei, passaram-se alguns dias.
Tive vontade de pedir pra ela repetir e perguntar se EU que não sou evangélica nem nada, iria morrer ou dormir, e dependendo da resposta dela, dependendo da resposta dela... Acho que EU é que ia fazê-la dormir, quer dizer, MORRER MESMO!! AHHHHHH

4 comentários:

Cleyton Cabral disse...

Irmã, cala a boca garay.

Luciana Pontual disse...

kkkkkkkkkkkkk
É isso aí amigo!

Alê X disse...

Um certo poeta contemprâneo disse que os ignorantes sofrem menos porque não sabem o dia em que vão morrer, porém, os sãos de faculdades mentais são condenados a enternidade insana da incerteza. Cabe a você escolher: ignorante ou sã.
Perdoa, ela não sabe o dia em que vai morrer, digo, dormir.

Misterioso disse...

Bonito blog passe tb pelo meu.